Como o setor de franquias cresce mesmo na crise
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Como o setor de franquias cresce mesmo na crise?

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Momentos de crise afetam o comportamento dos investidores. A tendência nesses casos é que com a confiança em baixa, os investimentos em novos negócios diminuam. Porém há um setor da economia que mesmo com a instabilidade econômica, continua atraindo cada vez mais empreendedores. As franquias crescem mesmo na crise e neste artigo vamos explicar quais os motivos que fazem empresários confiarem tanto neste segmento mesmo durante a recessão.

Um cenário econômico que exige garantias

A economia brasileira está passando por um momento de extrema complexidade. O período entre 2011 e 2020 é reconhecido como a pior década da história da economia brasileira. Ao longo desses 10 anos, o país sofreu a maior recessão da história, com o Produto Interno Bruto (PIB) caindo 3,8% em 2015 e 3,6% em 2016. O desemprego disparou, o endividamento das famílias cresceu e o investimento na economia se retraiu. Essa estagnação do PIB está relacionada com a falta de confiança de consumidores e empresários. Ou seja, as pessoas não se sentem respaldadas o suficiente pelo mercado nem para comprar e nem para investir. 

Neste cenário é que as franquias se tornam ainda mais atrativas para quem busca um negócio com maior respaldo. Em 2019, se comparado com o mesmo período de 2018, a confiança tanto do empresariado quanto do consumidor no franchising aumentou consideravelmente no terceiro trimestre.

As explicações para que investidores enxerguem com mais otimismo estão em diversos aspectos que permeiam o modo das franquias de fazer negócios. 

Entre eles estão:

  • modelos de negócio;
  • suporte da franqueadora;
  • marca conhecida pelos consumidores;
  • exemplos de sucesso.

Os números do franchising falam por si

Os números do franchising no Brasil mostram porque as franquias crescem mesmo na crise. De acordo com a ABF, entre 2014 e 2018, o segmento teve um crescimento de faturamento passando de R$ 127 bilhões para R$ 174 bilhões. Também houve um aumento significativo no número de lojas no país, passando de 125.641 para 153.704.

A geração de empregos do setor é mais um número que segue em alta. Em 2014 eram 1.096.859 empregos em franquias no país, já em 2019 são quase 1 milhão e 300 mil oportunidades geradas.

Outro dado importante observado no ano passado foi a taxa de mortalidade, que é o número de fechamento de lojas de franquias. Em tempos de crise, se espera um número alto este índice, porém, ele caiu para apenas 3,9%.

Um dos segmentos de franquias que mais fatura mesmo com a crise é o de alimentação. No ano passado, o setor fez mais de 45 bilhões. E em 2019 os valores seguem crescendo. Em comparação do 2º trimestre deste ano com o de 2018, vemos um crescimento de 5,4% no faturamento. Esses valores animam tanto empreendedores em busca de um novo negócio, quanto franqueadores que pretendem encontrar investidores.

“Quando a gente vê que os concorrentes também crescem, percebemos que o mercado, como um todo, vem crescendo”

Marcelo Tristão, Diretor de Desenvolvimento do Bob´s

Estratégias das franquias para crescer na crise

Para superar a crise e continuar trazendo números positivos para o setor, as franquias brasileiras têm apostado em novas soluções para modelos de negócios e expansão, como é o caso da rede Bob´s. Uma das marcas de fast-food mais conhecidas do Brasil, o Bob´s tem uma aposta que combina inovação com uma nova estratégia de expansão.

As lojas da franquia estão sendo modernizadas e ganhando novidades como os painéis de autoatendimento e os refis de molho para seus clientes. 

A transformação digital também faz parte da estratégia do Bob’s. Já é possível fazer pedidos via aplicativo e retirar na loja ou usar a funcionalidade para evitar as filas mesmo quando o cliente já está no local, pedir para entregar os lanches em casa ou no trabalho e aproveitar os benefícios do programa de fidelidade: o Bob’s Fã.

Para os planos de expansão, o Diretor de Desenvolvimento, Marcelo Tristão, encontrou um caminho para fazer a franquia fugir da crise: olhar para o interior do brasil. Na nova política, as cidades com mais de 100 mil habitantes entraram para o plano de expansão da marca. Anteriormente era preciso ter ao menos 250 mil pessoas. 

Tristão explica que a negociação no interior se mostra muito interessante para a marca: “Nossos competidores não têm um modelo de franquias como o nosso. No franchising, nossa competição é com outros setores”.

Panorama para o futuro

O futuro das franquias parece ser de crescimento, com a economia brasileira se estabilizando. Já não estamos vivendo o auge da crise econômica. As principais agências internacionais veem com otimismo o panorama brasileiro para o próximo ano. Essa expectativa é impulsionada pelas reformas previstas pelo governo.

A previsão da ABF é que para 2020, o crescimento do franchising no país alcance números ainda ainda maiores, chegando a 10%.

E você? Já se imaginou tendo seu próprio negócio? Saiba mais sobre o mundo das franquias nos seguintes artigos:

Como calcular o retorno de investimento em franquias e o glossário definitivo do mercado de franquias.

Agência MANTRA

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