Por que a diversificação de investimentos é tão importante?
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Por que a diversificação de investimentos é tão importante?

Tempo de leitura: 7 min

Você já ouviu a expressão “apostar todas as fichas na mesma jogada”? Ou então “colocar todos os ovos em uma única cesta”? Essas frases populares têm tudo a ver com as suas aplicações financeiras. Quando você as ignora, corre mais riscos do que o necessário, além de perder rentabilidade.

Essas ideias básicas servem para alertar os investidores sobre dois pontos importantes. Eles falam sobre por que a diversificação de investimentos e a criação de uma carteira de acordo com os seus objetivos é tão crucial para ter mais segurança e proteger o patrimônio.

Caso você tenha chegado até aqui e se identificado com a pouca variação dos seus investimentos, não se preocupe. Criamos este material para que entenda a importância dessa tática e a coloque em prática o quanto antes. Acompanhe!

O que é a diversificação de investimentos?

Verdade seja dita: nem mesmo os investidores mais experientes têm toda a certeza sobre como o mercado financeiro vai se comportar. O que realmente diferencia esse grupo dos demais é que eles utilizam a estratégia de diversificação de investimentos para lidar com essa imprevisibilidade.

O objetivo dessa técnica está voltado à diluição dos riscos e à maximização dos ganhos do investidor. Ela é realizada com alocações de recursos em diferentes aplicações financeiras, de modo que, caso haja o desempenho negativo de uma, o investidor não sofra com perdas definitivas.

Todo investimento está sujeito a algum tipo de risco, em menor ou maior grau. Até mesmo aplicações consideradas muito seguras podem apresentar perdas, causadas por mudanças regulatórias, flutuações no mercado ou intervenção governamental — como o confisco da poupança ocorrido nos anos 90.

Portanto, diversificar investimentos é um dos conceitos financeiros que todo investidor precisa dominar. Adotar a prática de distribuir as aplicações em, pelo menos, alguns ativos distintos, preferencialmente de riscos, rentabilidades e mercados diferentes, é essencial para proteger o seu patrimônio, de modo independente ao ciclo econômico.

Mas e na prática, como funciona?

Imagine que você se aposentou e decidiu apostar 100% dos seus recursos atuais em ações que apresentam tendência de alta na bolsa de valores.

A confiança está elevada, mas, como a volatilidade é o que mais define esse mercado, uma notícia negativa acaba abalando os negócios da empresa na qual você apostou. Como resultado, o tombo das suas ações se mostra proporcional ao seu prejuízo.

Se você tivesse aplicado esse montante em opções diversificadas, como 50% em ações variadas, 20% no Tesouro Selic, 10% no Tesouro IPCA, 15% em CDB (Certificado de Depósito Bancário) e 5% em LCI (Letras de Crédito Imobiliário), certamente teria minimizado o prejuízo.

É claro que esse é só um exemplo, mas a partir dele torna-se possível entender que a economia varia de acordo com inúmeros agentes e diversificar significa proteção.

Quais as principais vantagens dessa tática?

Confira, a seguir, alguns dos benefícios de uma carteira diversificada.

Gerenciamento de riscos mais eficaz

Como mencionado, com a diversificação se consegue controlar melhor as chances de erro nos seus investimentos. Seja por mudanças do mercado, seja por decisões políticas, você reduz os riscos sem reduzir o seu potencial de ganho.

Ou seja, pode ser que você não lucre o máximo possível com uma ação, mas certamente não perderá tudo com ela.

Melhor liquidez

Mesmo no mercado de ações, é preciso considerar a liquidez de uma aplicação. Não faz sentido vender um ativo que está em alta sem que a margem máxima de ganhos tenha sido atingida.

Por isso, apostar em aplicações secundárias, como o Tesouro Direto, por exemplo, figura como boa opção para recorrer em casos de emergência. Essa estratégia minimiza significativamente as possíveis vindas de uma operação feita às pressas.

Aumento da rentabilidade

Quando você alia a diversificação aos seus objetivos (seja qual for o prazo), também passa a ter um maior aumento da rentabilidade (justamente por alocar recursos em diferentes produtos), o que propicia um cenário menos arriscado e mais tranquilo.

Menos revisões de mercado

Já parou para pensar que se tiver um único investimento você fica totalmente dependente dele? Por isso, ao escolher diversificar, um dos maiores benefícios que se obtém é o fato de não precisar monitorar as reações do mercado a cada minuto.

Assim, você é capaz de realizar revisões a cada três meses — para adquirir um maior conhecimento de mercado — e evitar situações estressantes. Essa possibilidade de deixar as finanças no “piloto automático” certamente ainda garante mais tranquilidade.

Como fazer a diversificação?

A essa altura você já compreendeu a importância da diversificação e que ela deve ser feita de maneira a variar a rentabilidade dos ativos. Agora, é hora de conferir como fazer uma análise criteriosa das opções de investimento disponíveis e entender que direções seguir para colocá-la em prática.

Defina o seu perfil de investidor

Para que você saiba onde investir, primeiramente deve conhecer o seu perfil de investidor. Ele serve como uma classificação de características financeiras que você está apto a aceitar e de riscos que está disposto a correr. É a partir desse perfil que se costuma direcionar investimentos.

Por exemplo, muitas pessoas começam a investir em ações sem um bom preparo. Pode até ser que selecionem papéis com potencial de rendimento, mas as probabilidades de que vendam essas ações com ganhos inferiores e sofram perdas financeiras são maiores.

Sabendo dessas características, fica mais fácil alcançar o sucesso nos investimentos e tomar decisões capazes de oferecer maior rentabilidade.

Conheça os seus objetivos financeiros

Tão importante quanto a etapa anterior é conhecer os seus objetivos. Aqui é onde você define o horizonte de tempo que pretende para os seus investimentos. Esses fatores determinam as principais peculiaridades que os ativos aplicados devem apresentar, especialmente a sua volatilidade e liquidez.

Por exemplo, objetivos de prazos mais curtos — como a compra de um imóvel — tendem a requerer categorias de investimentos com menor variabilidade, como uma aplicação em renda fixa aliada a uma diversificação de indexadores (CDI, inflação etc.). Já os objetivos de maior prazo permitem a diversificação em outras classes de ativos, como câmbio e ações.

Aposte em opções consolidadas

Uma boa opção para a diversificação é apostar em modelos de negócios de sucesso, como as franquias. A Associação Brasileira de Franchising apontou que, somente no primeiro trimestre de 2018, o setor cresceu 5%, com um faturamento que ultrapassa os R$ 38 bilhões.

As franquias oferecem uma marca já estabelecida no mercado, com um plano de negócios testado e consagrado no mercado e estratégia de marketing pronta, além de treinamento e assistência ao franqueado. Sendo assim, você não precisa começar um negócio próprio do zero, evita riscos desnecessários e investe em um mercado crescente.

Apesar de não ser um processo tão simples, a diversificação de investimentos é de extrema importância para que você tenha um controle maior dos riscos das aplicações e cuide melhor do seu patrimônio. Essa prática é indispensável tanto para o investidor mais experiente quanto para o que acaba de começar.

Ao utilizar essa estratégia, você consegue incluir aplicações mais arriscadas na sua carteira, aumentando a rentabilidade sem comprometer a segurança do capital investido.

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